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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Senado debate empréstimos à mídia!!!!

Olá amigos, achei essa matéria interessante, por isso estou colocando no meu blog, até voltar a fazer meu artesanato novamente, sobre:

Rede Globo quer pagar divida com o dinheiro do BNDES

Beijos, Lilika Forever - RJ

BNDES abre discussão sobre liberação de 4 bilhões de reais. Globo, que deve 5,6 bilhões de reais, é favorável 
Por Rodrigo Rodrigues

BRASÍLIA  -  O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) levou  ao Congresso Nacional o debate sobre a abertura de linhas de crédito para  veículos  de  comunicação.  O  assunto  é  de  extremo  interesse das Organizações  Globo,  que  acumula  dívida total de R$ 5,6 bilhões - 56% da dívida  da  mídia  brasileira que, segundo o vice-presidente do BNDES, Darc
Costa, chega a R$ 10 bilhões.

Segundo  o  projeto  inicial,  o  Banco  disponibilizaria  três  modelos de
crédito:  para  investimento,  para  compra de matéria-prima e pagamento de
dívidas. O total a ser liberado ficaria em torno de R$ 4 bilhões, o que não
quitaria a dívida da empresa da família Marinho.

Durante a audiência pública realizada na Comissão de Educação do Senado, os
presidentes  da  Rede  Record,  Dennis  Munhoz;  do SBT, Luiz Sandoval; e o
vice-presidente  da Rede TV, Marcelo de Carvalho, se mostraram contrários à
liberação de verbas públicas para o pagamento de dívidas.

Darc Costa admitiu que poderá ser complicada a operação de empréstimos para
quitação  de  dívidas,  que  está  sendo  chamada de "linha de crédito para
reestruturação".  "Quanto  à  reestruturação, nós ainda estamos discutindo,
mas terá um custo mais caro do que as operações de investimento", declarou.

O  presidente  da Rede Record, Dennis Munhoz, disse que liberar empréstimos
deste  tipo  é o mesmo que "enterrar dinheiro público", pois o uso de verba
pública  para  quitar  dívidas  privadas  não  gera  empregos  nem  promove
desenvolvimento.

O Tribunal de Contas da União (TCU) já havia divulgado acórdão criticando a
operação realizada entre o BNDES e a Globocabo, quando o banco assumiu
participação na empresa, investindo para cobrir suas dívidas, porém, sem
exigir benefícios próprios.

                    Saiba por que a Globo endividou-se:

Um dos maiores grupos de comunicação mundial acumula dívida de 2 bilhões de dólares e um histórico de 39 anos de crise RIO  DE  JANEIRO - Embora intrigante, pois estamos falando do endividamento de  um  dos maiores conglomerados de comunicação do mundo - as Organizações Globo  -,  a resposta para sua crise não é difícil de ser explicada. Sempre incansável  na  busca pelo monopólio da audiência, a empresa nunca mediu as conseqüências para alcançar seu objetivo.

                            O QUE É MONOPÓLIO?
De acordo com o dicionário Aurélio, monopólio é o controle exclusivo de uma atividade, atribuído a determinada empresa ou entidade.

Para  se  ter  uma  idéia,  a empresa, hoje, é detentora de 80% da fatia do
mercado  publicitário,  ou  seja,  80% da propaganda de toda a TV aberta no
País são destinados à Rede Globo. As outras emissoras ficam com o restante.
"Enquanto  a  Globo  mantém  essa  percentagem  no  mercado publicitário, o
governo ainda se preocupa em pagar a dívida dela", discorda o presidente da
Record,  Dennis  Munhoz. O presidente se refere ao possível financiamento a
ser  liberado  pelo  Banco  Nacional  de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES),    para    o    pagamento   da   dívida   particular   da   Globo.

Dívida  alíás,  que  chega  a  R$  5,6  bi,  referente  à  Globopar  (Globo
Comunicações  e  Participações, a holding da organização). Segundo dados do
BNDES  e  da  execução  na  Vara  de  Falências em Nova Iorque, nos Estados
Unidos, a empresa enfrenta a pior crise em seus 39 anos.
 

Estratégia maldosa

A  Rede  Globo  paga  um  preço  muito  alto  para  obter  exclusividade na
transmissão  dos  eventos mais importantes do Brasil e do mundo. Em 2002, a
Globo  amargou um prejuízo de cerca de US$ 100 milhões com a Copa da Coréia e   Japão,  e,  apesar  disso,  a  emissora  iniciou,  na  mesma  época,  a renegociação  com  a Fifa os direitos do Mundial de 2006, na Alemanha, pelo
qual  tem  contrato  de exclusividade, assinado em 1998, se comprometendo a
pagar  US$  240  milhões.  A  TV  Globo  compra  também a exclusividade nas
transmissões   do   Carnaval,   campeonato  brasileiro  de  futebol,  jogos
panamericanos  e tudo quanto puder, independente do preço, para impedir que
a concorrência possa transmiti-los.

Outro  motivo que ajuda a piorar a crise financeira da empresa são os altos
salários  pagos a alguns artistas. A Globo não permite que outras emissoras
possuam  programas  que  superem  seus  índices  de audiência e, para isso,
oferece salários altíssimos a alguns de seus contratados. Aconteceu com Ana
Maria  Braga,  Serginho Groisman, Luciano Huck, Jô Soares e outros. Aqueles
que  não podem ser colocados imediatamente no ar, são postos na "geladeira"
para depois serem usados em programas nem sempre atraentes.

A  GloboCabo também é responsável pelo aumento da dívida do grupo. Em 2001, a  dívida  era de um bilhão e 600 mil reais, com uma rolagem de 500 milhões por   ano.  O  sistema  GloboCabo  tem  capacidade  para  seis  milhões  de assinantes,  porém,  registra  apenas  um  milhão e 500 mil pagantes. Já em 2002,    o    prejuízo    ultrapassou    os    600    milhões   de   reais.

A  Globopar, holding das Organizações Globo para a área de televisão a cabo
e  novas  tecnologias,  registrou prejuízo de R$ 1,935 bilhão nos primeiros
seis meses do ano de 2002, segundo o balanço da empresa apresentado no site (www.globopar.com). Isso representa aumento de quase cinco vezes em relação aos R$ 400,4 milhões observados em igual período do ano passado (383,28%).


Tudo pelo ibope

Sexo,  sensualidade,  incentivo à traição, são apenas alguns dos artifícios
utilizados  pela  "Vênus  Platinada"  na busca desenfreada pela atenção dos
telespectadores. Haja o que houver, a Globo tem de estar em primeiro lugar.

"Sem querer ser puritano, a Globo tem uma programação bastante apelativa. É
o caso do Big Brother Brasil. Como pode um canal de TV gastar tanta energia
com  isso?",  indaga  o  advogado  Tarcísio  Adauto  Ferreira,  de 55 anos.

Outra  telespectadora  que discorda do tipo de programação é a taxista Rose
Aparecida  do Nascimento Braz, de 37 anos. "Pegam pesado às vezes. Exageram em matéria de sexo e violência, principalmente em algumas minisséries. Tudo bem,  dizem  que  reproduz  a  realidade;  mas  nem sempre agrada a algumas pessoas.    Apesar   de   ser   realidade,   a   violência   não   agrada."

No  entanto, mais do que insatisfação por parte de alguns telespectadores e
uma  dívida  impossível  de  ser  paga  com  recursos próprios, a Globo não
contava  com  as  emissoras concorrentes. Atualmente, as Redes Record, Rede
TV, e SBT têm conseguido incomodar as Organizações Globo.

   Seria Justo o Governo "empres-dar" dinheiro à Globo através do BNDES?

Essa  atitude tem causado uma revolta na população brasileira, iludida pela
promessa  do "espetáculo do crescimento" que só pode ser visto com lente de
aumento.

Com  o  valor  que  o  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES)  promete  repassar  às empresas de comunicação, muita coisa poderia
ser feita. Na saúde, por exemplo, seria possível comprar 35 mil ambulâncias
de  mais de R$ 100 mil cada. Na educação, poderiam ser construídos 294 CEUs
(Centros  Educacionais  Unificados)  da  prefeitura de São Paulo, por R$ 17
milhões  cada um. Na Segurança, daria para comprar 250 mil viaturas a R$ 20
mil cada uma para equipar melhor a nossa polícia.


Globo deve 2 bilhões de dólares

    Rede Globo lidera o ranking dos veículos de comunicação devedores.
          Credores americanos pedem falência da Globopar nos EUA

A mídia nacional brasileira acumula atualmente uma dívida de R$ 10 bilhões,
na  qual  56%  pertencem  à  Globopar  (Globo Comunicações e Participações,
holding  das  Organizações Globo), segundo relatório apresentado pelo setor
ao  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Só no ano de  2002,  estima-se  que  o prejuízo nas empresas de comunicação no Brasil tenha  alcançado a casa dos R$ 7 bilhões. De acordo com dados do Ministério do  Trabalho,  rádios,  TVs, jornais, revistas e agências de notícias foram obrigadas a demitir pelo menos 17 mil empregados.

O  diretor  de  Planejamento das Organizações Globo, Jorge Nóbrega, afirmou
que  a  Globopar  tem uma dívida total de US$ 1,9 bilhão desde 2002, quando
deixou de pagar parcialmente os débitos. Com o atraso nos pagamentos, todas
as dívidas ficaram sujeitas ao resgate imediato.

Além  das  dívidas  acumuladas pela Globo no Brasil, o grupo tem enfrentado
semelhante   situação   nos   Estados   Unidos.  O  fundo  de  investimento
norte-americano  Huff,  credor  da  companhia, moveu processo contra a Rede
Globo  solicitando  renegociação judicial de uma dívida vencida da Globopar
no  valor  de  US$  94,3 milhões. Devido à dívida, o Huff decidiu entrar na
Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York em dezembro de 2003.

O fundo de investimento Huff (o Foundations For Research, credor de US$ 175
mil)  é  apenas  um  grupo dos três credores que entrraram com um pedido de
falência  involuntária da Globopar (Globo Comunicações e Participações). Os
outros fundos são o GMAM Investment Funds Trust I (que se diz credor de US$
30,5  milhões  da  Globo),  o  WRH Global Securities Pooled Trust (US$ 63,6
milhões).

Além  da  Globo, outras mídias também enfrentam momentos difíceis, como é o caso  da  mídia  impressa,  também  afetada  pela  crise entre 2000 e 2002.
Enquanto a circulação de revistas caiu de 17,1 milhões para 16,2 milhões de
exemplares/ano,  a  de jornais caiu de 7,9 milhões de exemplares/dia para 7
milhões. Os investimentos publicitários - divididos entre todas as empresas
de mídia - diminuíram de R$ 9,8 bilhões em 2000 para R$ 9,6 bilhões em 2002
(em valores sem correção).

A maior parte das dívidas das empresas de comunicação se deve ao fato de as
empresas  apostarem no crescimento da economia e na estabilidade do câmbio, na  segunda  metade dos anos 90. Com isso, acabaram se endividando em dólar para tentar aumentar a capacidade de produção.

De acordo com relatório apresentado pelo setor ao BNDES em outubro de 2003,
80% das dívidas são em dólar, e 83,5% têm vencimento em curto prazo.
 

Record, Rede TV e SBT são contra liberação de empréstimo pelo BNDES para a Globo

Dennis Munhoz, presidente da Rede Record, não acha justo contribuinte pagar
pela dívida.
RIO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES), Carlos Lessa, esteve reunido com os representantes das Redes
Record, Dennis Munhoz, da Rede TV, Amilcare Dallevo Júnior e do SBT, Luiz
Sandoval, para discutir o possível financiamento, a ser liberado pelo
BNDES, para o pagamento da dívida da Globo.

Através de um documento, os representantes das três empresas de comunicação manifestaram, formalmente, serem contrários ao uso da verba para o pagamento da dívida do grupo. O diretor de Planejamento das Organizações Globo, Jorge Nóbrega, afirmou que a Globopar - holding das Organizações Globo- tem uma dívida total de US$ 1,9 bilhão desde 2002, quando deixou de pagar parcialmente os débitos.

Na opinião de Munhoz, o projeto apresentado ao BNDES por empresas de
comunicação foi feito de uma forma errada. "Apresentaram uma proposta de
investimento e falência de dívidas, sendo que muitos associados não tinham
conhecimento. A própria Record não tinha conhecimento." Ao ter acesso à
informação, a Record pediu um esclarecimento à Associação Brasileira de
Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). "Nós (Record) já nos posicionamos
contra o pagamento desta dívida. Infelizmente, a proposta foi mantida e
esse foi um dos motivos de nossa renúncia da Abert", explica Munhoz.

O presidente da Record entende que o uso de verba do BNDES deve ser usado
para investimentos. "É importante que o BNDES tenha linhas de crédito para
as TVs, mas para crescimento, investimento e geração de empregos. Acho
muito injusto e incoerente porque é o dinheiro do imposto do contribuinte
que deveria ser destinado para o crescimento e não para pagar dívidas. A
Globo criou essa dívida enorme devido a problemas dela e não pode ficar
isenta", opina.

Durante  o  encontro,  o  presidente  do BNDES garantiu que a orientação do
governo  é  que o assunto passe por um amplo debate nacional. Não há, até o
momento,  um prazo para a tomada de decisão por parte do BNDES. "Acho que o mais  importante  é  que  se coloque o assunto em discussão e que fique bem claro  qual  o  destino  do dinheiro do contribuinte. Num País onde se paga tanto  imposto  e  falta dinheiro para educação, saúde e segurança pública, não é justo que o contribuinte pague este tipo de dívida", conclui.

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